Por: Maria Rita Vieira e
Nathália Nunes.
Resumo:
Ao se deparar com uma vitrine o universo
cognitivo de cada observador o faz sentir necessidade de possuir determinados
objetos, sensibilizados sensorial e afetivamente. A partir daí apresentamos as
diversas possibilidades de chamar a atenção de quem passa em frente à vitrine, apresentando
os diversos recursos utilizados na composição de uma vitrine e a maneira como esta
incentiva o consumidor na compra final.
A vitrine
Na Idade Média, os
artesões mostravam seus produtos tanto em ambientes públicos como no interior
de suas casas, nas quais as portas e janelas de suas residências se transformavam
em vitrines. A
vitrine não só mostrava os produtos, mas também expunha o modo como estes eram
valorizados e inseridos no meio urbano. Havia também o homem-vitrine ou
vendedor ambulante que apresentava as mercadorias sobre o seu corpo, explorando
sua criatividade para direcionar o olhar do passante para si.
As vitrines são imagens
comerciais que se espalham pelas feiras mundiais, pelas ruas e galerias,
provocando sensações e criando laços, atraindo com a intenção de vender o que
as pessoas precisam e o que são incentivadas a precisar. Ela também tem o poder
de moldar o olhar pela atração, fazendo com que o passante pare para
observá-la, criando um ambiente de sedução através do cenário que esta
incorpora em seu interior. A vitrine serve para manipular o observador e
induzi-lo à compra. A vitrine é mais que uma manifestação, é também uma
discussão de uma construção textual, onde se coloca um produto em percepção
para que os demais possam percebê-lo.
Hoje as vitrines se
utilizam de vários artifícios, manequins, luzes, cheiros, texturas e outros recurso
que podem ser utilizados de acordo com o tema, aguçando a percepção do
observador e fazendo que ele crie uma identidade com a loja.
As vitrines das cidades tendem a refletir a dinâmica e o imaginário da paisagem urbana. Elas expõem produtos, marcas e serviços, lançando mão de toda uma programação visual no espaço da loja, com o objetivo de incentivar a compra.
Ela é mais do que um espaço de exposição, na medida em que reflete o sujeito que a observa, ela cria um laço com o mesmo. É considerada hoje uma técnica de mercado para atrair o cliente e estimular o consumidor a entrar na loja.
Estudiosos acreditam que a vitrine aumente até 50% das vendas. Um grande desafio hoje para o varejo moderno é criar experiências de consumo de acordo com o estilo de vida de cada segmento de público.
Uma vitrine mal elaborada pode passar um sentido distorcido sobre o produto fazendo com que haja uma queda de venda.
As vitrines das cidades tendem a refletir a dinâmica e o imaginário da paisagem urbana. Elas expõem produtos, marcas e serviços, lançando mão de toda uma programação visual no espaço da loja, com o objetivo de incentivar a compra.
Ela é mais do que um espaço de exposição, na medida em que reflete o sujeito que a observa, ela cria um laço com o mesmo. É considerada hoje uma técnica de mercado para atrair o cliente e estimular o consumidor a entrar na loja.
Estudiosos acreditam que a vitrine aumente até 50% das vendas. Um grande desafio hoje para o varejo moderno é criar experiências de consumo de acordo com o estilo de vida de cada segmento de público.
Uma vitrine mal elaborada pode passar um sentido distorcido sobre o produto fazendo com que haja uma queda de venda.
A vitrine deve ser cuidadosamente
planejada em todos os sentidos, para que fique claro a sua mensagem ao seu
público-alvo.
Em geral são colocados em exposição peças de destaque da linha de produtos da loja, lançamentos, novidades, podendo se apropriar do espaço para mostrar produtos de boa qualidade que a loja comercializa. Uma questão que muitos vitrinistas se atrapalham é quanto ao volume de informação, isso pode confundir seu cliente e fazer com que ele perca o interesse.
A vitrine deve estar sempre em consonância com a loja, para que haja uma comunicação clara. A iluminação, temperatura, som ambiente são elementos importantes para promover o produto. O cliente deve sempre se sentir a vontade desde o momento em que se encontra com a loja por meio da vitrine ao momento em que fecha uma compra no interior de estabelecimento.
Em geral são colocados em exposição peças de destaque da linha de produtos da loja, lançamentos, novidades, podendo se apropriar do espaço para mostrar produtos de boa qualidade que a loja comercializa. Uma questão que muitos vitrinistas se atrapalham é quanto ao volume de informação, isso pode confundir seu cliente e fazer com que ele perca o interesse.
A vitrine deve estar sempre em consonância com a loja, para que haja uma comunicação clara. A iluminação, temperatura, som ambiente são elementos importantes para promover o produto. O cliente deve sempre se sentir a vontade desde o momento em que se encontra com a loja por meio da vitrine ao momento em que fecha uma compra no interior de estabelecimento.
A iluminação do cenário
é o que mais chama a atenção na vitrine, sendo o primeiro elemento a ser pensado,
o primeiro a ser instalado e o último a aparecer na composição, pois só quando
a luz é acesa insere-se no discurso da vitrine a transformação projetada,
almejada e, normalmente, alcançada. A luz demarca o produto a ser apresentado,
suas diferenças em relação a outros equivalentes, profundidade e teatralização
da encenação. A luz não deve ser vista, somente percebida. Ela
possui propriedades que também podem ser aplicadas à construção das vitrines.
A iluminação, o brilho e o cromatismo, tornam possível modalizar a luz pela maneira como incide sobre os produtos na montagem, ao focar, direcionar, colorir e materializar os elementos no espaço visível de um modo organizador, como um universo coerente e significante.
As funções da luz são: transformar alguns elementos constituintes da vitrine, mudar a aparência das texturas e complementar o cenário aumentando seus efeitos de sentido que evocam no espectador sensações visuais e táteis, a fim de seduzi-lo.
A vitrine tem uma apreensão, tanto intelectiva quanto sensível, de forma simultânea num primeiro momento e, no instante seguinte, os elementos são apreendidos por partes, ou seja, um a um.
Conforme a quantidade de observadores em frente à vitrine será determinada sua leitura, isto é, a marcação dos planos, a instalação dos produtos, dos elementos decorativos e dos suportes de apoio.
A iluminação, o brilho e o cromatismo, tornam possível modalizar a luz pela maneira como incide sobre os produtos na montagem, ao focar, direcionar, colorir e materializar os elementos no espaço visível de um modo organizador, como um universo coerente e significante.
As funções da luz são: transformar alguns elementos constituintes da vitrine, mudar a aparência das texturas e complementar o cenário aumentando seus efeitos de sentido que evocam no espectador sensações visuais e táteis, a fim de seduzi-lo.
A vitrine tem uma apreensão, tanto intelectiva quanto sensível, de forma simultânea num primeiro momento e, no instante seguinte, os elementos são apreendidos por partes, ou seja, um a um.
Conforme a quantidade de observadores em frente à vitrine será determinada sua leitura, isto é, a marcação dos planos, a instalação dos produtos, dos elementos decorativos e dos suportes de apoio.
A gama de matérias é
múltipla e de grandeza infinita, pois qualquer matéria – de papel a madeira, de
plástico a metal, de tecido à pedra, de sucata a obras de arte – serve para
criar efeitos de sentido, sensações ou fantasias, resultando em encenações
inusitadas. Os suportes têm qualquer forma e podem ser de qualquer material: um
manequim, uma tábua natural ou forrada, um cabideiro de madeira ou metal,
placas de vidro, de acrílico ou de aço, aramados, telas, caixas, bancos, enfim
tudo se transforma em
suporte. Cabe ao vitrinista escolher o material ideal a ser
utilizado. A ideia principal é inovar, visando novas experiências através de
suportes conhecidos.
A cor é outro elemento
fundamental para o vitrinista, pois supera barreiras linguísticas, proporciona
comunicação que vai do consciente ao subconsciente e, quando bem utilizada,
constitui um dos principais elementos para fazer com que o observador seja
atraído de forma sedutora pelos elementos de composição do cenário e induzido a
entrar na loja.
A boa combinação da cor e da iluminação das vitrines pode elevar em até 75% as vendas das lojas de varejo. Quando trabalhadas de forma correta, exerce um poder de domínio e impacto enorme, chamando a atenção do cliente e aguçando sua curiosidade.
As cores quentes estimulam as pessoas e as deixam mais dispostas. São usadas para alegrar o ambiente, interessantes para lojas que atendem a um público adolescente, segmento teen ou mesmo lojas infantis, que buscam cores alegres.
Cores frias proporcionam calma e tranquilidade, são bastante utilizadas em hospitais, lojas de informática, livrarias e lojas de discos.
A boa combinação da cor e da iluminação das vitrines pode elevar em até 75% as vendas das lojas de varejo. Quando trabalhadas de forma correta, exerce um poder de domínio e impacto enorme, chamando a atenção do cliente e aguçando sua curiosidade.
As cores quentes estimulam as pessoas e as deixam mais dispostas. São usadas para alegrar o ambiente, interessantes para lojas que atendem a um público adolescente, segmento teen ou mesmo lojas infantis, que buscam cores alegres.
Cores frias proporcionam calma e tranquilidade, são bastante utilizadas em hospitais, lojas de informática, livrarias e lojas de discos.
A partir dos sinais
captados por qualquer pessoa até a aquisição do produto, estímulos e sensações
levam a comportamentos diferentes. De acordo com o universo cognitivo de cada
consumidor, depois da sua experiência vivida, ele será incentivado a desejar
possuir tal produto, e assim, a compra será realizada: quer seja uma compra
razoável economicamente, quer seja uma aquisição simbólica e não-razoável
economicamente. Para isso, as montagens partem da esfera da intimidade para a
esfera pública, passando pela esfera pessoal e social, pois o produtor do
texto-vitrina olha primeiramente para dentro de si depois para o que os outros
olham neles, na lógica sob a qual se constrói a própria recepção das vitrinas.
Bibliografia:
Vitrina: Construção de Encenações /
Demetresco, Sylvia. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001.
Vitrina do Outro Lado do Visível -
Solange Bigal . São Paulo: Nobel.
Vitrina em Diálogos Urbanos
/ Demetresco, Sylvia. São Paulo : Editora Anhembi Morumbi, 2005.
Bibliografia Complementar:
http://www.mundocor.com.br/cores/cor_vitrine.asp, acessado às 11:20hs, 04 de Junho
de 2012.
http://www.megapolomoda.com.br/novidades/detalhe/305/, acessado às 11:20hs, 04 de Junho
de 2012.
http://paposepitacos.blogspot.com.br/2012/02/negocios-vitrine-como-ferramenta-de.html, acessado às 11:20hs, 04 de Junho
de 2012.
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